Vossas Exce. falam em reformas moralizantes e aprovaram emenda ao Orçamento da União que aumenta em 300% as verbas do Fundo Partidário


Do Polêmica Paraíba por: Gutemberg Cardoso, Por Gilvan Freire

VIDENTECEGO – A população se diverte com a crise reinante nas instituições e ver como espectadora interessada o que cada lado está fazendo para piorar as coisas e ampliar os arranhões e danos à imagem da vida pública. Esta semana, enquanto falam em reformas moralizantes, os deputados federais aprovaram emenda ao Orçamento da União que aumenta em 300% as verbas do Fundo Partidário, dinheiro para os partidos gastarem como bem entendem. O cinismo virou novela da Globo.

VIDENTECEGO – Apesar do agrado geral no seio do governo pelo que Cid Gomes teve a ousadia de dizer na Câmara, rodando a baiana e o dedo polegar na direção de seus enumerados 400 achacadores públicos, dentro do salão litúrgico e nobre do Parlamento , ato raro de coragem de um político brasileiro em época de lamaçal generalizado, o preço que Dilma terá de pagar por isso é astronômico. Deputados feridos e ofendidos por Cid responsabilizam Dilma e o PT, e pensam em tirar aos poucos os escalpes deles.

VIDENTECEGO – É evidente que o ex-ministro da educação, pertencente a uma família que não teme dizer ou levar desaforos, fez tudo de acordo com o Palácio, que não está em condição de enfrentar um Congresso que se prepara para tomar ou retalhar o governo débil de Dilma. Cid combinou entregar o cargo e jogar uma bomba de muitos megatons dentro da Câmara dos Deputados, ainda que isso seja um dos atos finais de enfrentamento e bravura do setor governista agonizante. Os petistas adoraram.

VIDENTECEGO – Cid Gomes, que a Câmara Federal preparou-se para desmoralizá-lo perante o Brasil todo, terminou causando uma das maiores desmoralizações jamais sofridas por um poder da república, da parte de um estranho ao ambiente parlamentar. Foi bem feito, porque os deputados, especialmente o presidente Eduardo Cunha, queria limpar a sujeira e má-fama da Casa e seus atuais membros mediante o ajoelhamento de um Ministro de Estado, com o fito também de humilhar a fragilizada Dilma, que já está quase capitulando diante das pressões e chantagens de seus antigos aliados.