DISPUTA DE TERRAS DE PADILHA VIRA CASO POLICIAL

Além da acusação de grilagem de terras, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) também é acusado de ser o mandante de agressões físicas à família com quem disputa a propriedade de um terreno em Palmares do Sul, no litoral gaúcho; no dia 30 de agosto deste ano, o empresário João Perdomini, de 76 anos, registrou queixa na sede da Polícia Civil dizendo ter sido agredido e ameaçado de morte por pessoas ligadas a Padilha

Rio Grande do Sul 247 - Além da acusação de grilagem de terras, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) também é acusado de ser o mandante de agressões físicas à família com quem disputa a propriedade de um terreno em Palmares do Sul, no litoral gaúcho. No dia 30 de agosto deste ano, o empresário João Perdomini, de 76 anos registrou queixa na sede da Polícia Civil dizendo ter sido agredido e ameaçado de morte por pessoas ligadas a Padilha. 

As informações são do Estadão.

O ministro alega ter direito a um terreno de 1.929 hectares por usucapião. Do outro lado, integrantes da família Perdomini dizem ter comprado o terreno equivalente a 12 parques do Ibiraquera, em nome da Edusa Edificações Urbana.

"A região de dunas é cobiçada por empresários do setor elétrico, por ser ideal para construção de um parque eólico. Em 2012, Padilha pediu ao ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão, seu colega no PMDB, para anular um leilão que daria aos Perdomini o direito de instalar o parque eólico nas terras. Lobão disse que tomou a decisão “em razão de denúncias a respeito da titularidade das áreas nas quais seriam construídos os empreendimentos”.

No BO, Perdomini relata que estava em sua casa, colocando o lixo na rua, quando um veículo chegou em alta velocidade. Duas pessoas desceram. Uma terceira permanecei no carro e, segundo o empresário, apontava uma arma. Predomina diz que um dos indivíduos o ameaçou de morte e que outro lhe deu um soco na boca. à polícia ele conta que os reconheceu e informou que trabalhavam para o ministros. Uma das pessoas que estavam no carro era Julio Cesar Santos Neto.

O ministro confirmou que conhece Santos Neto, mas, por meio de sua assessoria, diz que não é funcionário seu, mas sim do “arrendatário da "área de posse do ministro e da propriedade da empresa de que é sócio”."