O “AMIGO” NÃO É LULA, É O ENGENHEIRO ANTÔNIO REBOUÇAS SAMPAIO: É o que mostra documento vazado

Não é de hoje que o método da Lava Jato para conseguir delações premiadas suscitam inúmeros questionamentos. Uma da principais denúncias contra Moro na mídia progressista é o de usar a prisão preventiva por tempo indeterminado, submetendo o investigado à supressão de medicamentos e tratamentos continuados e muitos deles psiquiátricos. O próprio Marcelo Odebrecht teria resistido bastante à abstinência de medicamentos para o tratamento de bipolaridade. Sem o medicamento o paciente passa por limites entre depressão profunda, síndrome de perseguição e audição de vozes e paranoias, com momentos de euforia, onde se sente capaz de “mudar o mundo”.

É nesse quadro de subtração da liberdade e tratamento psiquiátrico que Marcelo Odebrecht efetuou sua delação. É na condição de “ou delata ou apodrece na cadeia mesmo sem ser julgado”, que a condicional de denunciar o ex-presidente Lula se tornou insuportável para quem nunca foi submetido a fortes cargas de opressão. Portanto, alguém ou algum codinome deveria ser logo atribuído a Lula e a sua “propina” ser explicada como dada em espécie. Nessa condição, nada pode ser rastreado, mesmo que o valor seja surreal, dado o volume de notas que teriam 13 milhões de reais.

Como a internet não perdoa, documentos vazados ainda em 2016 foram resgatados pelos internautas e neles o apelido “AMIGO” era atribuído ao engenheiro Antônio Rebouças Sampaio, amigo de Marcelo Odebrecht, ligado a ACM Neto e a obras na Usina de Hidroelétrica de Pedra do Cavalo. Mesmo que prossigam com as investigações e assumam a delação como verdadeira, o único documento que veio a público, diz o contrário. Eis uma prova física, contra uma delação premiada, que juridicamente não é uma prova.