Trigêmeos prematuros que nasceram em junho na Maternidade de Patos já estão com a mãe no alojamento Canguru

A gestação múltipla, que ocorre quando uma mulher gera mais de um feto, é uma condição perigosa, mas que pode se tornar uma experiência gratificante se forem tomadas as precauções necessárias. Que o diga a professora Rosenilda Ferreira Frutuoso, 33 anos, de Curral Velho, que assim que soube que sua primeira gestação era de trigêmeos e, portanto uma gravidez de alto risco, se cercou de cuidados, fez um pré-natal rigoroso, seguiu as orientações médicas e teve toda a assistência e atendimento necessários na Maternidade Dr. Peregrino Filho, de Patos, para ter uma gestação bem assistida, um parto bem sucedido e um pós-parto com todo o suporte necessário para sua plena recuperação e de seus filhos.

Os bebês João Miguel, Lucas Gabriel e Marcos Rafael nasceram, nessa sequência, de uma cesáreana, no dia 13 de junho e por causa da prematuridade (eles nasceram com 28 semanas de gestação) e baixo peso (1,220g, 1,400g e 1.310g, respectivamente), foram para a UTI Neo. João e Lucas permaneceram na UTI por 20 dias. Marcos juntou-se aos irmãos e a mãe, que estão no alojamento Mãe-Canguru, nesta quinta-feira (13), um mês após o nascimento. Eles ainda não mamam no peito, se alimentam por sonda, mas, pela evolução, em breve, também poderão experimentar essa experiência única entre mãe e filho.

Como na família de Rosenilda já tinha casos de gêmeos, ela sabia da probabilidade de também ter um gestação múltipla, mas a constatação do fato a deixou num misto de surpresa e perplexa. “Eu ensino em uma escola com contrato temporário. Meu marido não tem emprego fixo e isso assustou um pouco, mas sei que posso contar com o apoio da minha família e dos meus amigos que, inclusive, já fizeram chá de bebê para receber doações para os meninos. Vamos conseguir criá-los porque temos muito amor e forças para superar as dificuldades”, destaca Rosilene.

Desde que soube que ia ter trigêmeos, Rosilene não negligenciou nos cuidados. Fez o pré-natal desde o início em sua cidade e também foi acompanhada pela equipe da Maternidade de Patos, que é referência em casos de gravidez de alto risco, onde desde o 4º mês fazia consultas periódicas. “Eu sabia que seria uma gravidez difícil, mas, sempre acreditei que tudo ia dar certo e segui todas as orientações médicas”, destaca Rosilene.

A mãe dos trigêmeos enaltece a importância de todos os cuidados e assistência que recebeu e continua tendo da Maternidade. “Só tenho a agradecer toda a atenção e cuidado que recebi, que meus filhos receberam e que continuamos tendo aqui. Sei que fiz a minha parte, mas sem a ajuda da equipe daqui e do suporte que tivemos dificilmente estaríamos tão felizes agora”, afirma a professora, que agora aguarda apenas seus filhos ganharem mais peso para terem alta e todos irem para casa.

De acordo com o diretor clínico da Maternidade de Patos, Dr. Paulo Athayde, toda gravidez múltipla é de alto risco, especialmente se houverem mais de duas crianças. “Hoje, com os avanços da Medicina e seguindo as orientações necessárias para o adequado desenvolvimento dos fetos é possível que a gestação prossiga sem maiores transtornos. É claro que muito disso se deve a mãe e a assistência que ela recebe durante esse período. O pré-natal bem feito, especialmente, nestes casos, faz toda a diferença. A mulher que espera gêmeos, por exemplo, deve redobrar os cuidados com a alimentação e se manter bem hidratada”, lembra o médico.