Dançando forró e conversando 'olho no olho', Maranhão vai se firmando como forte alternativa ao governo


No início, quando decidiu lançar sua pré-candidatura ao governo do Estado, para se antepor a uma tentativa de Manoel Junior de forçar adesão compulsória a Luciano Cartaxo, muitos avaliaram a atitude do senador Zé Maranhão como impulsiva e voluntarista. Típico de quem se acostumou a liderar grande contingente eleitoral ao longo de décadas, controlando com mão de ferro um dos maiores partidos do Estado e sempre tentando (e conseguindo) se manter em evidência no mapa político da Paraíba.

O tempo foi passando e aqueles que avaliaram daquela maneira, hoje percebem que morderam a língua.

Com paciência e sabedoria, o veterano caudilho foi superando barreiras e vencendo obstáculos. Ao contrário dele, seus competidores foram tropeçando pelo caminho. O primeiro, Luciano Cartaxo, teve medo de deixar a frondosa sombra do poder municipal, permanecendo à frente da Prefeitura da Capital. Frustrado por não se tornar prefeito, o vice Manoel Jr abandonou o MDB, saiu atirando, chegou a lançar a própria candidatura a governador, mas desistiu, foi se acomodando e, hoje,pode ser um dos candidatos ao senado na chapa de? Zé Maranhão.
Outro competidor,o prefeito de Campina Grande, também não teve coragem de largar a rapadura. Vem tentando, a todo custo, empinar a candidatura da mulher a vice, numa chapa qualquer.
Todos os dias, o candidato oficial, João Azevedo, enfrenta problemas. Uma hora o PT diz que não subirá em palanque ao lado de Veneziano, a quem acusam de golpista. O irmão do prefeito de João Pessoa, Lucélio Cartaxo, também não decola.
Desse modo, a única candidatura que vem se consolidando, entre uma dança de forró e outra pelos recantos do Estado, é a do senador e governador três vezes, José Targino Maranhão.
Dono de uma biografia irretocável, ostentando a bandeira de ficha limpa, apresentando um alentado rol de grandes obras pela Paraíba inteira, que lhe concedeu o galardão de Mestre de Obras, o filho de Araruna vai percorrendo os municípios, conversando, abraçando, fechando apoios de lideranças pequenas, médias e grandes.
Ao contrário de seus concorrentes, Zé Maranhão não corre contra o tempo. Apesar da idade, o tempo é seu aliado, já que não tem nenhum compromisso com qualquer corrente ou força política do Estado, podendo se compor com todos e aceitar o apoio de muitos.
Tem o apoio cerrado de um dos maiores partidos da Paraíba, dono de considerável fatia do bolo financeiro que vai custear a campanha, além de dispor de um respeitável cofre pessoal.
Zé está solto na buraqueira. Comendo pelas beiradas. Feito matuto, quietinho, sem falar muito, mas fazendo um barulho danado por onde chega.